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28 de nov. de 2012

Entendendo o planejamento.

Um texto bem legal sobre a atuação do planejamento. Edu Lorenzi (ex-prof) e o grande Júlio Ribeiro dão opinião sobre a área na reportagem. 
PRESTENÇÃO você que quer entender/ser planejador!

> e ainda essa semana tem post sobre a conferência 2012 - GO Global!

Integração é mantra no planejamento

Profissionais abordam novo perfil e necessária aproximação com a criação
"O planejamento já é uma disciplina consolidada dentro das agências brasileiras, que metabolizaram há tempos a ideia de que campanha boa é campanha que vende. Mas ainda há desafios para a disciplina, afirmam profissionais. Na semana que o Grupo de Planejamento realizou sua sétima conferência, a “Go Global”, o propmark ouviu líderes do mercado para entender quais são as novas fronteiras para os planejadores realizarem um diagnóstico preciso e contribuir para campanhas eficientes.

Os profissionais refutam estrelismos. “Somos um departamento a serviço dos outros, para que façam um trabalho melhor para o cliente. O planejamento tem, em sua gênese, um espírito generoso”, analisa Eduardo Lorenzi, diretor de planejamento da Neogama/BBH e presidente do Grupo de Planejamento. Ao invés de sobrevalorizar uma disciplina em detrimento de outra, o mantra das agências é integrar: mais do que nunca, planejamento e criação precisam ser um só. “A bola da vez é a ideia de que não há um departamento isolado, mas a soma integrada e harmoniosa de todos”, sintetiza Fernand Alphen, diretor de estratégia na JWT Brasil. “O planejamento é a bússola para o trabalho criativo. Sem ele, a criação não consegue metabolizar a realidade”, afirma Julio Ribeiro, sócio-fundador da Talent e um dos pioneiros da disciplina no Brasil.
Com a união cada vez mais necessária — e não apenas um discurso —, modelos de trabalho que priorizam a colaboração começam a ser louvados. Uma das agências que incorporou uma visão atípica do papel do planejador exatamente para primar pela integração é a norte-americana R/GA, vencedora dos Grands Prix de Titanium e de Cyber no Cannes Lions deste ano. A agência é dividida em departamentos por cliente, não por disciplina. A configuração de trabalho não-tradicional é baseada no espírito de que quanto mais profissionais de diferentes áreas (criação, design, planejamento) trocarem ideias, maior a possibilidade de inovação. “Combinamos estratégia, criatividade e tecnologia. Esse é o nosso time”, explica Chris Colborn, diretor global de experiência da R/GA. Dentro dela, o planejador é chamado de estrategista porque deve ser capaz de reunir as três principais áreas da agência: insights e planning, media connections e analytics. “A entrega dele é de planejamento, mas o profissional precisa ter conhecimento das outras disciplinas, porque ele as conecta quando enxerga oportunidade ou necessidade”, explica Fabiano Coura, diretor executivo de estratégia e de mídia na R/GA Brasil.
Outro ponto salientado pelos profissionais é entender a integração das mídias. Coura frisa que hoje não há apenas uma via de comunicação, mas um canal de mão dupla. “Os planejadores sempre compilaram informações, resumiram quantidade enorme de dados para encontrar insights únicos e ajudarem as marcas a trabalharem com campanhas com ‘brand message’. Mas isso era planejar para a era analógica”, avalia. “Os planejadores de hoje precisam compreender métodos para desenvolver o ‘brand behavior’”, salienta.
Enquanto o digital significa acesso rápido a informações e transforma os modelos de trabalho, tem um efeito colateral: desafia os departamentos de planejamento a sentir a realidade existente fora dos bancos de dados. “Procurem olhar para fora dos monitores” foi o conselho precioso de Luiz Augusto Cama, vice-presidente corporativo da Ogilvy Brasil, aos jovens planejadores durante a conferência do GP na semana passada. Ele foi o homenageado no prêmio “Transformadores” do Grupo de Planejamento da entidade.
Para Fernanda Flandoli, vice-presidente de planejamento da Y&R, na era do que chama de “buraco negro do hiperlink”, quem salva é a experiência na hora de separar o relevante do descartável. “Não há competição para a experiência. Com ela, você aprende a pular etapas e sabe como fazer o garimpo”. Murilo Lico, vice-presidente de planejamento da Fischer & Friends, defende que a velha fórmula de gastar sapato na rua continua necessária. “Alguns planejadores precisam descer um pouco mais para a vida de verdade e enxergar as pessoas mais como elas são. Tem que gastar o cotovelo em balcão de venda, botar o pé na rua”, diz.
Aprendizado
Aos jovens profissionais, a dica é não ter pressa em ganhar patentes e aprender com os grandes cases do passado. Apreciar a mudança e incorporar novas habilidades é importante para manter-se competitivo no mercado, mas, sobretudo, é necessário prezar pelo bom relacionamento, acredita Julio Ribeiro. Para ele, paixão ainda é fundamental. “Se você não se apaixona pelo problema, a solução geralmente é medíocre”. "

fonte: Propmark.

Mais que uma marca.

O assunto de hoje é CERVEJA.

Você, cervejeiro, com toda certeza já imaginou milhões de possibilidades com o líquido precioso. 
A autora - que vos fala - é uma cervejeira de primeira e já desejou uma piscina 'cheinha' de cerva.rs

Hoje saiu o anúncio de que a SKOL vai realizar um desses desejos diferentes: produzir o SORVETE DE CERVEJA!
O lançamento dessa maravilha será em janeiro de 2013. A venda do produto será restrita aos maiores de 18 anos, e por tempo limitado, apenas em bares do Rio e São Paulo. 


Com certeza uma das principais novidades para o verão.
150ml de puro amoar!
fonte: Propmark.

** Cá entre nós, não é apenas um simples sorvetinho: é uma marca - forte e criativa - que investe em conteúdo e formas diferentes de atingir o consumidor. Não é de hoje que a skol vem investindo em inovação. Além de propagandas divertidas (e um público aberto a isso), possui bastante formas de chegar até esse consumidor de forma útil. Um exemplo é a 'churrascabilidade' da cerveja, o ovo de páscoa skol, e a forte conexão com as redes sociais.
Mais que uma marca > uma amiga do consumidor.
Fico feliz em ver essas coisas!

Já quero experimentar! ;D
E vcs, o que acharam?


27 de nov. de 2012

De olho na mulherada!


"Quatro em cada dez domicílios são comandados por mulheres".
Esse é o resultado do estudo da Tempo de Mulher em parceria com a TDM/Data Popular e a Cross Networking, sobre a influência feminina na sociedade e no consumo brasileiro. Na pesquisa foram ouvidas 1.300 mulheres, de 44 cidades, e de todas as classes sociais.

A divisão desse público em 5 categorias mostra bem o perfil atual dessas mulheres pra hoje e o futuro. Cabe a cada marca refletir (desde já) sobre como usar isso a favor, e definir quem realmente é o seu real público-alvo.

A reportagem saiu ontem na Propmark. Vale a pena a leitura.
Alô alô marcas, atenção!


> link da reportagem: Propmark.

"Trabalho e vida conjugal caminhando juntos — com o apoio de empresas que entendam o dia a dia multitarefa de mães que são, ao mesmo tempo, profissionais de respeito. Empreendedorismo como solução para uma carreira infeliz. Personagens que, por conta da atual realidade difícil, se assumirão como lutadoras. Mais tolerância e menos conservadorismo. Os valores acima caracterizam a mulher brasileira do futuro, aquela que muitas vezes comandará as finanças da família e terá papel ainda mais fundamental no mercado de consumo no país.

Realizado pelo Tempo de Mulher em parceria com a TDM/Data Popular e a Cross Networking, o estudo apresentado na manhã desta segunda-feira (26), no Iate Clube de Santos (SP), ouviu 1.300 mulheres, de 44 cidades e de todas as classes sociais. Comum entre todas elas, a independência financeira como objetivo e a valorização da educação. “O Brasil possui, atualmente, 100 milhões de mulheres. É como se tivéssemos um país dentro de outro. Até o fim deste ano, a massa de renda delas deve chegar a R$ 741 bilhões. Quatro em cada dez domicílios já são comandados por mulheres”, afirmou Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular, para frisar a relevância da presença feminina na definição dos valores modernos da sociedade e no quadro de consumo recente.

Os resultados permitiram a divisão da população feminina atual em cinco perfis: Conservadoras (25%), composto, em sua maioria, por mulheres com mais de 50 anos, donas de casa ou viúvas, de baixa escolaridade, menos otimistas que as outras classes e controladas em relação ao consumo; Tradicionais (25%), formado por mulheres de meia idade, casadas e com fortes valores familiares, empreendedoras e tranquilas em relação aos próprios gastos; Promissoras (19%), com idade limite de 34 anos, alta escolaridade, preocupadas com o corpo, conectadas o tempo todo e fiéis a marcas, independentemente do preço; Desprovidas (16%), do qual fazem parte jovens de até 24 anos, muitas delas mães solteiras, desempregadas e de baixa escolaridade, adeptas do parcelamento no momento da compra; e Lutadoras (15%), a maioria de 25 a 49 anos, separadas ou viúvas, pouco ligadas à internet e ao mundo virtual e atentas a marcas em promoção ou mais baratas.

Líderes do cenário, Conservadoras e Tradicionais, que juntas respondem por 50% da mostra, ainda influenciam a visão do brasileiro a respeito de assuntos como aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo e religião. Nos próximos anos, no entanto, esses dois tipos de mulheres devem perder o topo do ranking dos perfis para as Promissoras, então referentes a 35% do total, e para as Lutadoras, subindo para 30%. Meirelles, que projeta esse futuro para 2035, destaca o crescimento de 100% entre essas lutadoras por conta da mudança de vida à espreita das hoje Desprovidas. “Essas mães adolescentes terão de enfrentar a realidade. Seus pais não vão sustentá-las para sempre. Em busca do tempo perdido, voltarão à escola. E, como uma coisa leva à outra, buscarão independência financeira, quem sabe até abrirão o próprio negócio”, diz.

Também presente no evento, a jornalista Ana Paula Padrão, fundadora do Tempo de Mulher, atualmente o maior portal feminino do país, ressalta: “A mulher já assumiu novos papéis na sociedade, mas não abriu mão dos antigos. Coordenar o lado profissional com o pessoal, e ainda cuidar de si mesma, é o maior desafio atual – e um dos segredos do sucesso. Nos Estados Unidos, a maioria das executivas bem-sucedidas não tem filhos. Mas eu não aprecio e não concordo com esse panorama. Eu quero tudo ao mesmo tempo!”, brincou."